História

Para encontrar o bar é preciso prestar atenção: ao chegar ao lado do número 200 da rua Santa Maria de Itabira, deve-se descer um lance de escada.
Dali, avista-se a pequena casa colorida onde funciona um dos restaurantes mais aconchegantes da capital. Também pudera.
A casa foi criada pelos arquitetos André Sena Horta, Alexandre Mascarenhas e Humberto Pinheiro.

A escolha do local inusitado não surgiu por acaso. Há dez anos, o Pacífico foi montado exatamente onde funcionava o escritório de arquitetura de um dos fundadores. “Sempre gostamos de unir materiais antigos a outros mais nobres.
Usamos isso na obra. Quem vem aqui enxerga elementos que harmonizavam as casas antigas e isso acaba despertando sensações”, conta André Horta.
O Pacífico foi considerado pelo júri de VEJA - Belo Horizonte nos anos de 2004, 2007 e 2009 o melhor lugar para ir a dois na cidade.

A decoração mescla ladrilho hidráulico, paredes de tijolos aparentes, janelas feitas com material de demolição e um vitral com mais de 200 anos. O espaço intimista tem apenas onze mesas e um balcão lateral cercado por 12 banquetas altas, lugar preferido por alguns clientes.
A luz indireta e uma seleção de músicas criteriosamente escolhidas e tocadas em baixo volume, aumentam o clima romântico, ideal para pedir um vinho – a casa trabalha com cerca de trinta rótulos.
Os atuais proprietários, Marco Aurélio Pereira e Vitor Leandro da Silva, começaram a trabalhar na casa como garçons desde a inauguração e há cinco anos compraram o bar.
Curiosamente até hoje eles fazem questão de atender os clientes no salão, anotando pedidos e servindo os pratos. Atentos às sugestões dos clientes, renovam o cardápio a cada inverno.
Os pratos são uma seleção de receitas experimentadas pelo bar ao longo dos anos, mesclando o melhor da culinária nacional e internacional. A fondue de filé ao vinho, com pães, queijos e molhos, é uma contribuição alheia, mas se tornou indispensável no cardápio devido ao seu grande sucesso.

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